Deserto

Desertos meus pensamentos

Causando meus indevidos esquecimentos

Vastos são os desertos e seu vazio espantador

Vazio que corrói e motivo da minha dor

Por anos caminhei em um imenso deserto

Sem ninguém ou nada encontrar

Com úlceras e bolhas nos pés

Reprimindo meus mais obscuros grãos-de-areia

Em busca de algum amigo do qual possa eu confiar

Deserto meu, coberto de estrelas e sonhos dilacerados

Oasis das minhas mais obscuras melancolias

Regado a ventanias que sopram as dunas de corações partidos

Que, com elas, levam embora meus momentâneos sorrisos

Deserto meu, pare de atormetar meus dias felizes

Com seu silêncio perturbador que me faz pensar 

Me leve a algum lugar aonde eu possa estar em paz

Sem sua ventania fria que acompanha os dias de verão

Aonde as palavras de amor por mim não precisem ser em vão.
Cláudio Felipe

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